COGNIÇÃO

Imagem de uma idosa utilizando um computador.

Cognição é o processo no qual se adquire conhecimento. Esse processo depende de ferramentas denominadas habilidades cognitivas. A eficiência da cognição varia de acordo com a habilidade necessária para executar uma tarefa e da fase em que o indivíduo se encontra no processo de envelhecimento.

ENVELHECIMENTO E VELHICE

Imagem de um bebê no colo de sua avó.

O processo de envelhecimento tem início no nascimento e seu final com a morte. Ao longo desse tempo temos diferentes fases desse processo: infância, adolescência, vida adulta, e velhice. As funções cognitivas tendem a variar dependendo da fase do processo de envelhecimento, por exemplo, a velocidade de processamento (velocidade necessária para realizar uma tarefa cognitiva adequadamente) tende a declinar mesmo antes dos 60 anos, enquanto a memória semântica (tipo de memória relacionada ao conhecimento de mundo) continua aumentando com o avançar da idade.



TALVEZ SUA QUEIXA DE MEMÓRIA NÃO ESTEJA DIRETAMENTE LIGADA A MEMÓRIA

Imagem de uma senhora aflita com a mão na cabeça.

Muitas das queixas relacionadas a memória são ocasionadas por perdas em outras funções cognitivas como a atenção e a velocidade de processamento e não à memória em si. Por exemplo, já lhe aconteceu de escutar um recado e logo em seguida não fazer ideia de qual era ele? Essa é uma queixa comum para quem é desatento. Provavelmente você não estava prestando atenção à pessoa no momento em que ela lhe deu o recado. Sendo assim o ideal é treinar a atenção auditiva junto a memória de curto prazo, potencializando o efeito do treino.



QUEIMEI A PANELA!!

Imagem de uma panela com fumaça sobre um fogão.

Essa queixa é mais comum do que parece, e ela por si, não é um indicativo de que sua memória anda ruim. Na verdade, na grande maioria das vezes, essa situação acontece devido a dificuldade de fazer várias tarefas ao mesmo tempo. Em geral, a pessoa esta fazendo comida e, ao mesmo tempo, cuidando de outras tarefas domésticas, como recolhendo a roupa suja espalhada pela casa, ou mesmo atendendo a uma ligação telefônica. Essas situações podem levar à queima de alimentos e estão mais relacionadas à atenção do que a memória.



TODOS AS PESSOAS COM A MESMA IDADE QUE EU ESTÃO MELHORES DE MEMÓRIA!

Imagem de um grupo de pessoas idosas sorrindo.

Um erro bastante frequente é se comparar aos outros. Sua vida é diferente da de sua irmã; que é diferente daquela amiga que exerceu uma profissão que exigiu uma faculdade (como engenharia); daquela outra vizinha que não pôde terminar os estudos, mas adora ler e ficar informada sobre o Brasil e o mundo. Acredito que a beleza da velhice esta na sua heterogeneidade, ou seja, nunca, e eu quero dizer NUNCA mesmo, vamos encontrar duas pessoas com mais de 60 anos que viveram exatamente a mesma vida. Assim, se você for se comparar a alguém, se compare a você mais jovem. Atualmente ainda é fácil guardar nomes de pessoas novas como era quando você tinha 30 ou 40 anos ou a dificuldade de memorização aumentou? Se sua dificuldade é semelhante de quando era jovem isso significa que esta tudo bem com sua memória, se não o ideal é iniciar o treino dessa habilidade para recuperá-la.



PERFIS COGNITIVOS

Imagem de um idoso sorrindo usando um computador.

Pessoas com mais de 60 anos podem ser divididas em três grandes grupos: (1) aqueles com preservação tanto nas atividades do cotidiano quanto em testes neuropsicológicos; (2) aqueles sem declínio em tarefas do cotidiano, mas com dificuldade, para sua idade e escolaridade, em testes neuropsicológicos; ou ainda, (3) aqueles com prejuízo tanto nas atividades do dia-a-dia quanto nos testes neuropsicológicos. A primeira possibilidade contempla a senescência (pessoas saudáveis), a segunda se refere ao Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) ou Transtorno Neurocognitivo Leve, e a terceira diz respeito às demências ou Transtorno Neurocognitivo Maior (Hansson et al., 2006; American Psychiatric Association, 2013).

Reparem que o tempo todo estamos falando de idade e escolaridade, isso porque esses dois fatores vão ajudar os especialistas a saber se seu desempenho é semelhante ao da maioria das pessoas ou se esta acima ou abaixo desse indicativo, o que nos permite traçar um treino cognitivo específico para cada indivíduo.



QUEM DEVE FAZER TREINO DE MEMÓRIA?

Imagem de uma senhor de meia idade com camisa social e gravata em uma mesa de escritório.

Qualquer pessoa que sinta a necessidade de melhorar esta habilidade cognitiva.



TREINO DE MEMÓRIA E ESTIMULAÇÃO COGNITIVA

Imagem de uma senhora aflita com a mão na cabeça.

Esses são termos usados como similares, mas são diferentes. O TREINO DE MEMÓRIA por definição é um treino voltado apenas para a memória, ou seja, durante a sessão o participante realiza exercícios de memória, aprende estratégias para melhorar cada queixa de memória.

A ESTIMULAÇÃO COGNITIVA é mais ampla, envolve exercícios de memória, aprendizado de estratégias, mas também exercícios de atenção, linguagem, velocidade de processamento, e qualquer outra habilidade cognitiva.

Os dois treinos são eficazes, mas se você esta começando sugiro tentar a estimulação cognitiva, porque todos perdemos velocidade de processamento, atenção, e controle inibitório com o passar do tempo. A estimulação cognitiva permitirá as pessoas com perfil cognitivo saudável aumentar sua habilidade cognitiva, e aos que já possuem algum diagnóstico relacionado a memória permitirá amenizar a progressão da doença.



QUANDO FAZER O TREINO E A ESTIMULAÇÃO COGNITIVA

Imagem de uma senhora aflita com a mão na cabeça.

Se você já passou dos 60 anos de idade este é um ótimo investimento. O treino e a estimulação lhe permitirão aumentar seu desempenho em tarefas do cotidiano, como por exemplo: memorizar nomes, evitar a perda de objetos, amenizar o esquecimento da palavra que esta buscando ativamente na memória (aquela sensação de querer lembrar uma determinada palavra e ela não vir quando necessária).

Para aqueles que têm uma dificuldade mais importante de memória o treino ajudará a amenizar a perda de diversas habilidades cognitivas, ou seja, junto a medicação correta a estimulação auxiliará a diminuir a velocidade com que a doença progride.

A dica de ouro aqui é começar o quanto antes. Todos os estudos de estimulação cognitiva e treino de memória mostram que quanto antes se começa a treinar menor a progressão da doença, mais rápidos os benefícios são percebidos, e melhor os resultados gerais.