Para médicos · Neurologia • Psiquiatria • Geriatria

Um complemento ao acompanhamento médico, fundamentado na ciência

O treino de memória e outras intervenções cognitivas fazem parte das recomendações internacionais para a saúde cognitiva e podem contribuir para ampliar as possibilidades de acompanhamento dos pacientes.

Conheça as evidências e a abordagem personalizada da Dra. Paula Brum.

01 · Reconhecimento internacional

O cuidado cognitivo já evoluiu em outros países.

Em países como Inglaterra e Itália, as intervenções cognitivas são reconhecidas nas diretrizes de saúde e integram abordagens não medicamentosas para diferentes condições cognitivas. A Organização Mundial da Saúde também inclui essas intervenções em suas recomendações para a redução do risco de declínio cognitivo e demência.

Diretrizes de 2026

Organização Mundial da Saúde

A segunda edição das diretrizes da OMS inclui treino e estimulação cognitiva para adultos com cognição normal ou comprometimento cognitivo leve (CCL), no contexto de hábitos saudáveis e intervenções multidomínio para redução de risco.

Consultar diretrizes da OMS

NHS e NICE

Inglaterra

O NICE recomenda oferecer estimulação cognitiva em grupo a pessoas com demência leve a moderada e considerar reabilitação cognitiva para apoiar a funcionalidade. O NHS apresenta essas modalidades entre os cuidados não medicamentosos. São indicações específicas, distintas do treino cognitivo isolado para Alzheimer.

Recomendações do NICE
Orientações do NHS

Diretrizes nacionais de 2024

Itália

As diretrizes italianas recomendam treino cognitivo para pessoas com CCL e estimulação cognitiva para demência leve a moderada, com escolha da modalidade conforme a condição clínica. Integram um referencial nacional de cuidado, sem equivaler à oferta universal de um mesmo protocolo.

Consultar diretrizes italianas

02 · Evidências científicas

Estudos clínicos reforçam o valor das intervenções cognitivas.

Pesquisas internacionais têm demonstrado benefícios de intervenções cognitivas e de programas estruturados que combinam treino cognitivo, atividade física, alimentação e acompanhamento de fatores de risco.

The Lancet · 2015

FINGER

Benefícios cognitivos e resultados de longo prazo

O ensaio FINGER demonstrou melhora da cognição global em adultos mais velhos com risco aumentado de declínio cognitivo, a partir de uma intervenção multidomínio que incluía treino cognitivo, exercício físico, orientação nutricional e monitoramento de fatores de risco vascular.

No acompanhamento de até 11 anos, apresentado em resumo de congresso, os benefícios sobre hábitos de vida permaneceram detectáveis até 7 anos. Participantes com maior engajamento tiveram trajetórias cognitivas mais favoráveis: em comparação ao controle até 7 anos e aos participantes com menor engajamento até 11 anos.

O ensaio sustenta o benefício do programa multidomínio; não isola o efeito do treino cognitivo. As comparações por engajamento são associações e não demonstram, por si, causalidade.

Estudo original · Lancet, 2015 Seguimento · Alzheimer’s & Dementia, 2025

JAMA · 2025

US POINTER

A importância do acompanhamento estruturado

Com 2.111 participantes com risco aumentado de declínio cognitivo, o ensaio comparou duas intervenções multidomínio durante dois anos: uma estruturada e mais intensiva e outra autoguiada.

Ambos os grupos melhoraram nos testes de cognição global, com benefício significativamente maior no programa estruturado. O resultado reforça o valor do acompanhamento e do engajamento ativo no conjunto da intervenção, sem atribuir o efeito a um único componente.

Consultar estudo · JAMA, 2025

npj Digital Medicine · 2024

Meta-análise

Benefícios do treino cognitivo supervisionado

A revisão reuniu 35 ensaios clínicos randomizados sobre treino cognitivo computadorizado em pessoas com CCL ou demência. Entre participantes com CCL, foram observadas melhoras em memória verbal, visual e operacional, com resultados mais expressivos nas intervenções supervisionadas.

Os achados se referem aos protocolos e às populações estudados, principalmente a resultados após a intervenção; não equivalem à demonstração de prevenção de demência.

Consultar meta-análise · npj Digital Medicine, 2024

03 · Aplicação clínica

Uma possibilidade adicional para seus pacientes.

O treino de memória personalizado pode ser considerado como complemento ao acompanhamento médico, com objetivos e modalidades adequados a cada situação.

Saúde cognitiva

Envelhecimento saudável

Pessoas que desejam trabalhar suas habilidades cognitivas, manter-se mentalmente ativas e investir na qualidade de vida durante o envelhecimento.

Habilidades específicas

Comprometimento cognitivo leve

Pacientes com alterações cognitivas iniciais que podem se beneficiar de atividades e estratégias estruturadas para trabalhar habilidades específicas, conforme avaliação individual.

Funcionalidade e cotidiano

Alzheimer e outras condições

Pacientes selecionados para estratégias de estimulação e reabilitação adaptadas ao quadro clínico, com foco no manejo de dificuldades e nas atividades cotidianas. O treino cognitivo isolado não se confunde com essas modalidades.

O trabalho é complementar à conduta médica e não oferece promessa de prevenção ou cura de Alzheimer ou de outras demências. A indicação considera o diagnóstico, as necessidades e os objetivos de cada paciente.

Dra. Paula Brum

04 · A profissional

Formação científica. Experiência clínica. Atenção individualizada.

A Dra. Paula Brum é gerontóloga pela USP, mestre em Ciências na área de Psiquiatria e doutora em Ciências na área de Neurologia pela Faculdade de Medicina da USP. Suas pesquisas de mestrado e doutorado investigaram o treino de memória em adultos mais velhos.

Na prática clínica, dedica-se ao treino de memória personalizado em consultório particular. Sua atuação reúne fundamentação científica, experiência prática e atenção às necessidades de cada paciente; relatos de familiares descrevem acompanhamentos mantidos por vários anos.

Conheça a seção Sobre a Dra. Paula →

05 · Experiências de pacientes e familiares

Confiança construída ao longo do acompanhamento.

Além da formação científica, a experiência das famílias ajuda a revelar a dimensão humana do trabalho da Dra. Paula.

“Temos uma experiência bem sucedida de vários anos, mantendo e melhorando a cognição de um paciente idoso. Meu comentário é sobre a capacidade da Paula de despertar empatia, seu legítimo interesse e muito carinho. Esse é o contexto que faz o idoso se esforçar nas tarefas.”

Cláudia Medugno
Avaliação de familiar no Google

“A Dra. Paula faz um trabalho muito bom com meu pai, fazendo com que ele consiga manter sua condição de atenção, raciocínio e clareza. Excelente trabalho.”

Edison Acherman
Avaliação de familiar no Google

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Relatos de experiências individuais, reproduzidos integralmente. Expressam a percepção dos familiares e não constituem evidência científica nem garantia de resultados.

06 · Encaminhamento

Amplie as possibilidades de acompanhamento dos seus pacientes.

Para neurologistas, psiquiatras, geriatras e outros profissionais que desejam conhecer melhor as indicações do treino de memória personalizado, a Dra. Paula está disponível para esclarecer dúvidas sobre sua abordagem e o atendimento.

Atendimento presencial em São Paulo e virtual via plataforma de vídeo.

As recomendações e os estudos apresentados referem-se a populações e modalidades específicas de intervenção cognitiva ou multidomínio. A indicação clínica deve considerar essas diferenças e as necessidades de cada paciente.